Mostrando postagens com marcador Poesias. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Poesias. Mostrar todas as postagens

segunda-feira, 15 de agosto de 2016

Quando a gente se apaixona

Quando a gente se apaixona
Não dá pra dizer que fica como quem sonha
Isso é clichê, isso é crochê!

Quando a gente se apaixona
A gente pensa o tempo todo
Pensa torto e, às vezes pensa direito

Mas, pensando bem,
Quando a gente se apaixona a gente flutua
A gente que estar perto, a gente que abraçar

A gente quer sentir o cheiro
E sentir o cheiro impregnado no pensamento,
No coração que já não bate ao compasso dos relógios apressados

Os olhos se encantam: é sublime!
E divina essa capacidade de se transmutar a realidade em fantasia
E viver um sonho real!

Por quanto tempo durar? Não sei!
Mas já me vale essa eternidade
Já me vale esse arrepio que dá na alma

Já me vale esse frio na barriga todas as vezes que escuto tua voz
Ou que me chega uma mensagem tua
É incrível, indescritível!

E todas essas palavras já utilizadas
Não vão, sequer, traduzir

A beleza que é estar apaixonado por você!   

Como é bom te amar

Fiz esse reggae só pra demonstrar pra ela
Que o meu querer não tem mais fim
Sol de verão na primavera
No coração, no meu jardim

Tu és a flor única e bela
Por isso que eu canto assim
Apaixonado na janela
Será que ela pensou em mim?

Dança comigo a noite inteira
Sozinhos na beira do mar
Uma fogueirinha e um violão
E a tua boca pra beijar

Vou proteger essa menina
De dois sorrisos, somos par
O teu abraço me incendeia
Como é bom te amar!

quarta-feira, 24 de fevereiro de 2016

Ruinas

Se você sabia que iria partir
Por qual motivo foi me procurar?
Não me venha falar em ilusão, nem se apaixonar
De agora em diante, decreto:  deixa rolar!

Passageiro da agonia da esquina
Misturando prazer e dor impensável
Ápice inaudível, apalpável refúgio
Promessas, pessoas, premissas: sonhar!

Aprecio as ruinas ruins
Pela paz, pedi um gim gelado
Temperado, pra te acompanhar

Moça bonita, não reclama da vida
Trabalho é catar conchinhas no mar
Sopro no teu sono, pra te aconchegar
Sopro em teu ouvido, pra te devorar

Som que se repete: da noite
Mão que me adverte: açoite!
Carioca do açude velho, da capital do Mororó
Que barra, que saia, saia daqui!

Você chegou em mim

A música impermeável permeia a minha agonia
Harmonia e recomeçar
Velejar a vela que vem até mim
O homem que tem fé, enxerga a paixão

Sabor de cidade, vítrea violeta
Vem ver a espera daquela menina
Aquele corpo negro esquecido
E aqueles homens sãos que sussurram

Americanizados, por horas digitais
Acontece que acontecia o amor
Cinzas e beges se benzem
Mar, má companhia: sou represa S/A

A onda que leva o surfista derruba a montanha
Alguém invente mais que a solidão
Eu queria ser quem eu quis
Nascer, sonhar, crescer, sonhar, reproduzir, sonhar... cais!

Para quem quer me seguir... eu quero mais...

É que se... parou!: Você chegou em mim!

Neblina

Noite chegou mais uma vez
Solidão que multiplica na multidão dos apartamentos
Quantos homens estão sãos?
De novo, sou eu quem deveria estar na esquina

Dividindo o meu resto, o que me resta
Até que a lua sorri, como se eu sonhasse
Espelho de mim mesmo, espera tardia
E, outra vez, já é dia em outro lugar

Perto da concha da mão da noite
Que dá aos filhos os dedos, dedilhados e runs
Revejo minhas pedras, perdas
Espero minha vez

Sem rumo, Romeu, quem sabe serei um país...
Por ora, me deixe tocar tuas asas, fazer minha casa
Diga-me onde estás, irei te buscar
Do contrário, seguirei o futuro que se desenha e não me representa

Agora, as cordas vão se guardar
Ao fechar e abrir de portas e pernas: um clarão!
Encontros, janelas se abrem, menos o meu coração
Ainda não foi dessa vez que venci meu corpo

Que se fuja a covarde neblina
Dia desses cansarei, terei sede da saga
Terei casa, falsos carinhos, contas para pagar

quarta-feira, 17 de fevereiro de 2016

Kant, essa canção

Passo compassado, semiárido nordestino
Como certas canções que ouço do teu coração
Transbordam dentro de mim
Transformam o de fora, ruim

Vou perguntar pra areia
Se vens me fazer feliz
À emoção, trocas-me a alma ao tocar
Como se Buanarotti pudesse nos riscar

Corta de mim o que não for calor
E Kant essa canção
Certas, à sua maneira, pensam curar a dor
Pra toda quarta-feira: um gole, por favor!

Calor, você me dá calor!

Amor, vem me jorrar de amor!

Mistura, Mestiça!

Natureza, pulmão melhor que o meu
Mestiça, misturas as cores do sol
Caindo e nascendo
Cobrindo o mundo de paz

Como se os homens não existissem na sua casca
Como se não fizessem bagunça na sua casa
Como se respeitassem os quatro elementos
Como se quisessem viver!

Batem os cristais da tribo mais pura
Sinto o cheiro do teu som
Paro! Procuro a razão da guerra
Sem respostas, contemplo o nascimento do amor

A cada homem com coragem e desejo
Seja por herança a Tua voz
Pulse pelas veias o “agora”

Porque o amanhã, a partir de hoje, não existirá!

Amigos esquerdos

Amigo, não é você quem dói o peito
Mas faz pulsar o coração
Enquanto segues guardado além do tempo
Como quem lembra uma canção

Voa a memória da amizade, esposa da lembrança
Dançam como quem sabe viver
Prometem se reencontrar:
Esquerdo, eu e você!

Deixa de deixar quem deseja viver
Venha o vento que vier:
Segue o amigo no âmago do amor!

E para toda saudade que bate
Que se apeguem os versos em mim
Rezo baixinho, como quem promete voltar

Rever, sorrir: abraço de abraçar!

Essa batina

São vocês que não sabem do nosso outro lado
Não há medo na escuridão: no máximo, um grito seco!
A solidão é noite... e todo dia é vida
E, hoje em dia, é dia de viver
(Um abraço! Quem sabe em outra oportunidade...)

Enxergue-me, como quem perde um olho
Como quem não acredita: perplexo!
Convexo, às avessas e expurgado!
Deixe-me beijar a sua timidez!

Eu sou Campina Grande!
E não me interessa a tua sabedoria
Agora, sou vaqueiro da rainha
Sou o Parque, sou o Povo: PARAÍBA!

Quantos pandeiros soaram?
Quantas doses Jackson tomou?
Sebastiana que responda essa sabatina

Aqui, neste peito, a América geme mais alto

Um sorriso pela sorte

Batem os acordes com a leveza do artista
Sinto a tua ida, a minha noite, meu ex-viver
Dizem que sou forte e que para tudo existe um jeito
Mas hoje, nem que seja só hoje: deixa eu pensar em você!

Chorar minha cama e os objetos que não são meus
Sem casa e com a impressão de que não pertenço a este lugar
Quem é só, só não existe: não me canso de amar!

Rasga leve a voz de quem ensaia murmurar
Pela estrada que me convém, não há como voltar
Dos tropeços, eu me cuido, a quem possa interessar

Correndo, não tenho tempo de sonhar
Que se almeje a cordialidade da brisa da praia
Que os vendavais derrubem os castelos de areia
Para que eu possa aprender a contemplar apenas os caminhos do frio

Vou beijar o pranto, até o sono ninar
Um sigilo pela vida, um sorriso pela morte
Como um nobre entardecer

Revolvendo-me, vou querer te amar de novo
Prometendo não sofrer
Dessa vez é diferente

Reagindo, vou viver

quinta-feira, 19 de novembro de 2015

Terra do Sol

Crianças cantam num coral
Numa ponta de areia do quintal do pensamento
Do outro lado que eu gosto, você diz: estou aqui!
Como foi seu dia? Estrada natural

Preso na masmorra do momento
Lembro de um povo alegre, antes da voz de bebê
Para um mês de vida 18, da fumaça do bem
Que sai da janela e vem bater aqui dentro do meu peito

É minha apresentação, flores, terninho  e salto
É que só sei conversar com você na cama
Nem que seja para escutar: “ – Hoje eu estou molinha”
Semana cheia e coração também!

Reflexo de um espelho da alma
Semente de quem acha super-tranquilo amar
Pega na minha mão como cão-guia
Psicologia dos apaixonados

Zumba de um lado e “isso é bom”
Cachorros latindo, buzina, soninho
Coloco no colo, hidrato e se isso tudo for verdade
Eu vou achar uma grande loucura

Eu gosto da forma como você encara isso tudo
Como se tudo isso normal!
“Oi... eu tô aqui” e antes que eu chame... você nasce:
“ – Como foi seu dia?”

Artigos, trabalhos, banners, apresentação:
E sem falar os olhos fechados já diziam:
Minha, assim você vai ser...

Assim vai ser você  

Prático lar

Dentro dos sensores dos teus braços
Eu aprendo a morrer de manhã
Armando o amor... como quem ouve Gil
Faço da minha alma o seu palco: vem viver!

Do mortal ao eterno: fogo no meu inverno!
Os braços abertos serão o sinal
Enquanto os orixás, ora devotos, irão nos abençoar
E que qualquer deus solte um vinil para nos levar (fora daqui!)

Nas viagens, estradas amontadas de ventanias geniais
Balanço e sou eu mesmo novamente
Novo como quem sonha
Calmo como quem dança com você

Abro a porta da minha casa, assopro lento
E mais um dia se escapa pela janela quase-lateral do quarto de hóspedes
Eu digo “Nana” e ela vem me visitar na cama
Soprando um rio lento no meu ouvido que se acaba em qualquer esquina

Mudam-se as paisagens, e isso só pode ser divino
Glória pelos pássaros da manhã
Mensageiros de hálitos frescos após um temporal
Fez bem dormir assim: normal!

E assim se traduzem os mistérios: na sombra das árvores
E tanto que eu dizia pra você acreditar
Não se perca ao entrar
Táctil, portátil, segredos, medos: água potável

quarta-feira, 18 de novembro de 2015

Como vai? Caminhando...

Dia sim, dia não, acordo escuro/claro
Na dependências dos pesadelos e das faltas de tempo
Ao levantar, pisei no teu cabelo, com um tanto de carinho
Sorrindo e é passado... na memória

Das tuas desculpas, só tenho medo do choro
Se serve de consolo... não sou mais abrigo
E se te abraço forte... é só por falta de desespero
Um pouco de mim mesmo que ficou pelo caminho

Num segundo, perco alguma coisa que não tinha
Nem quente, nem fria... sozinha
Enquanto os iluminados contemplam a beleza do frio
Talvez isso ocorra comigo

Quem sabe, amiga noturna e presente,
Um cheiro me lembre você...
E será passageiro... enquanto dirijo o vazio
Deve haver um povo chamado “multidão”

Serei minha cidade, meu amor
Ando pelas beiradas vida, onde me encontro só
Cheiro de casa amarela apagada
Cadeado no portão de ferro do coração

Passeio na janela dos teus olhos
Fazemos aniversário do dia em que aprendemos a fazer calor
Na cordilheira da noite, sou teu índio

Aldeia em fuga, morta canção

quinta-feira, 10 de setembro de 2015

Xeque-Chá-Mate

Vou viajar sem voltar
Pelas ondas de Saquarema
Beijando bocas ensolaradas
E cantando pelo coração: uma canção a cada minuto

Não sentirei saudades do pretérito
Ensinarei crianças e felicidades
Serei a otimização do otimismo
Ótimo para quem acreditar

Serei a crença de que esta força existe
Pregarei sem púlpito sobre o sim e o não
Voarei nas asas da permissão
Indagarei a razão até a exaustão

Terei habilidade de um alfaiate medieval
Tomarei um cálice por gole, por vez, por vocês!
Levarei comigo uma balada Bete-Balanço
Deixarei, reflexivo, o movimento pendular perdurar

Seguirei as regras da vida
Serei vadio sem versos e vide
Águas e cascatas? Tomarei!
Acreditar na compaixão do ser humano é fundamental

Criarei quem me trata, feito aparador
Dormirei sem cobertor, serei teu igual
Choraremos abraçados
Sob o olhar perplexo do surreal

Lavarei as mãos, afinal

Outra vez

Não se zangue com as promessas
Sinto sentir combinações
Tento servir para coisa nenhuma
Uma só palavra e já somos sós

Perdem-se os tempos e o tempo
Queimam-se os ciscos e compromissos
Teimam-se em tentar entender as linhas
Vaidade em vão: seja feliz!

Melhor que sentir é viver
Reverberações do meu despautério
Gritam guitarras zunindo, de longe
Custo a decifrar o country e o jimmy

De silêncio e som nasceu a humanidade
Na idade dos amantes felizes (sim, eles existem!)
Onde nada insiste além do tempo
Resta a ferida seca que não cicatriza

E de onde se espera a chave (ouros de outros)
Meço o passo e retorno adiante
Imagine, poesia: eu não te aceito mais, nem um dia
Não me leve a mal...







                                   

vida-vela-nada

Santos de Maurício
Velem a minha noite: Lulu!
Não pretendo saber quem és
Não me diga das estradas da tua vida

Por vezes, penso que não gosto nem mesmo de mim
Basta a velocidade da vida: sozinho!
Tempo menor, ponteiros carentes
Por um segundo, respiro fundo

Pelos lados de cá, já esqueço o pensamento
Quente como goma, preto como sugestão
Cumprimento um irmão firme
Se der, prometo voltar: 
- Salvem, todos! Tapioca do Cajá!

Peço que me acuda, o acusador
Agora não se pode mais parar
Morte lenta: alemã!
Acordo com outros lugares onde não vou mais passar

Coloque seus jogadores em campo
Agora eu quero jogar!
Segure o seu sorriso
Respeite o que virá

No fundo do corredor, devoro o camarim
E o brilho dos teus olhos
Fugaz como um torpedo-torpe

Rápido como a vida (que nada se leva)

Bug da razão

Não duvides, nem um segundo
Sou sócio do ópio do amor
Recito um coral de cores e vozes
Ascendo no incêndio, voando!

Acontece nas piores famílias
Amável, como uma boa oportunidade
Insisto neste investimento
Doce encesto em plena ceia de natal

Deve ser verdade essa coisa boa
De se desmedir duas idades
Mas se você pensa que se ama
Faça de mim a mudança

Deixarei de beber o vinho no fim
Ao som de uma canção de circo ou Chico
Nem sempre se escolhe o bom e o ruim
Melhor que seja assim

Basta a felicidade e o nada
Os sorrisos sem piadas, as viagens sem chegada
Não quero boas políticas, maneiras e educação
Da aparência que vivi, já desfaleci

Minha bússola aponta sem ímã
Na filosofia do entardecer: paixão!
Aumento o som

Hoje, não quero saber da razão

sexta-feira, 6 de fevereiro de 2015

Puritaria

Capaz disso durar direito
Vem morar na Paraíba!
Chora, iemanjá, rainha das despedidas
Quem é homem e quem é mulher?

Quantas jangadas-janaínas querem dizer Nossa Senhora
Nosso Senhor do bom fim dos justos
Despe-nos em paz
Quem traz o mar e ela?

Acerta o tom de um Zé
Fazenda dos sonhos e ficar
Naipe de az e de danças-cafuçu!
Ariano torto ou Suassuna...

Feliz Ano Novo
Capricórnio dos trópicos trocados
De olhos verdes ou curitibanos
Eu daria para Chico Buarque, fodendo bem ou mal...

Marketing da música, presepada
Das notícias que não tocam nas fronteiras
Das filhas severas, dos bailes malditos
Separados pela bebida e puritaria (pirataria dos putos)

Boemia dos pais de família
Gonzagas de domingo
Marcados em 06 ocasiões
Loucura, hormônios-sarará

Um fino

Quando tudo acabar: rede!
Vede: a cancela dos cavaleira
 De um mato grosso que vem do sul
O grito dos enjaulados: melhor de todos

Gilberto, solta a bicicleta na roda
Diga por mim e pelos teus sonhos
Europa e povo que chora
Calor da Paraíba: cigarro e serra limpa!

Todo mundo é pobre e um pouco meu
Amendoim-mentira também vale
Chile do futuro, seu moço e descuido
Quero ver afirmar e divertir

Cigarro de cigana e axé
Viva a moda de mudar
Transe e trânsito: transa!
Peixes na parede: alguém, que não sou eu, me chama
Balança um pé na água e reza uma procissão

Fino é o que Jesus prometeu
O abraço de Tambaba que queima os lábios do Menino
Olho no olho

Onda que leva: vai para lá!

Choça-Tração

A choça é harmônica 
Verborragia da manhã-madrugada
Minha flor e meretriz
Estradas extremas das flores do meu jardim

Carinhos de uma samambaia não tão estranha
Gastronomia dos vinagres
Trações dos corações traiçoeiros
Chico, zumbi, percepção

Samba de xangô
Casadana das esposas da vida
E o povo vai cantar as cervejas
E os beijos gregos de bebê

Telhas côncavas, sarau do varal da vida
Cachaça valente
E a certeza de saber
Que jacaré é UM bicho

Pé de moleque do morro
Morro 7 noites acordado
Quantos ventos sou eu?

Deixa o som na viola